Quarta-feira, 6 de Junho de 2007

Entrevista: Murilo Benicio!

Você usa armas em Inesquecível(filme). Aprendeu a atirar?
Eu já fui alguns matadores no cinema, então eu sei mexer muito em arma.

Mas tem arma?
Já tive. Ganhei uma Magnum 357 do Beto Brant, quando fiz o filme dele Os Matadores (1997). Era linda. Mas joguei no mar do Rio.

Chegou a atirar com ela?
Cheguei.

É mesmo? Em quem?
(Risos) Não, atirei no mato. Existe mesmo um fascínio grande por arma. Rola um lance de poder. Mas ter uma arma é irresponsável. E, com certeza, uma arma nunca trará felicidade a quem a possui.

Você tem uma "trilogia bandida" na telona - Os Matadores, Orfeu (1999) e O Homem do Ano (2003) - bem interessante...
Deveria fazer mais, né?

Mas confesso também que estou adorando o seu lado cômico, como o Arthur de Pé na Jaca...
O Arthur foi uma felicidade na minha vida. Tenho um feedback desse personagem, na rua, do telespectador, que nunca tive em toda a minha carreira. É até assustador. O Brasil inteiro imita o Arthur. Até deixei de buscar meu filho (Antônio, 10) na escola, por conta do assedio, do pessoal imitando. A criançada adora. E eu fiz esse personagem para o Antônio, pensando nele. Hoje, só faço as coisas para orgulhar os meus filhos e não para a crítica. Não estou mais nem aí para a crítica.

O Arthur já existia? Quer dizer, você já brincava com o Antônio interpretando um personagem parecido?
Não. Sempre fui fã do Evandro Mesquita, do Luiz Fernando Guimarães e do Pedro Cardoso. Quando recebi a missão de fazer o Arthur, quis homenageá-los, emprestando ao personagem características dos três. O Luiz, não consegui. Já o Evandro, no começo da novela, o Arthur era igual a ele. Várias pessoas vinham me falar que fechavam o olho e viam o Evandro falando. E o Pedro Cardoso, sempre que está actuando e seu personagem está nervoso, faz um gesto meio virando a mão, que eu nunca entendi o porquê disso. Aí, incorporei essa característica ao Arthur, levando a mão à boca (ele encena a situação e realmente lembra o Agostinho nervoso). Às vezes, a mão dele até sai do corpo, é hilário. (risos) Viu? É assim que se constrói um personagem. Copiando os outros! (risos)

Como foi rodar a cena do acidente de carro em Inesquecível? Deve ter sido relativamente fácil, já que o carro é quase igual ao seu (ele tem, entre outros carros, um Land Rover).
Sempre é uma cena preocupante, porque era eu mesmo dirigindo. Claro que na hora do cavalo-de-pau era um dublê no volante. Mas quando estou descendo a estrada das Paineiras (Alto da Boa Vista, na cidade do Rio), sou eu mesmo, correndo. Na estrada de Teresópolis também era eu dirigindo. Eu amo o carro tipo SUV (utilitário desportivo). E o Land Rover é o melhor carro que já tive. É um avião. Na estrada então... Mas não quero ficar fazendo propaganda para eles, não.

Você gosta bastante de dirigir...
Amo! Odeio ter um motorista me levando pra lá e pra cá, me dá enjôo.

Fora das telas, faz o tipo arrojado ou sossegado para dirigir?
Olha, eu não corro, sou rápido. Mas não saio fechando ninguém. Não atrapalho os outros. Dirijo superbem. Posso até ir costurando, por medo - de ficar parado no trânsito, medo de assalto -, mas de uma forma segura.

Gosta de Fórmula Um? Nunca quis correr? Já dirigiu em autódromo?
Não, não e não. Não gosto de Fórmula Um, não assisto. O que eu amo é ter carro. Infelizmente, é uma paixão.

Por quê?
Porque aqui no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro (onde mora) é perigoso (por causa de assalto). E eu não vou blindar um jipe, não vou acabar com o meu carro. Tenho um Picasso preto que uso só para bater, no Rio. Quando vou pra zona sul, uso ele.

Esteve em Buenos Aires por conta de Inesquecível. Se tivesse de dar dicas de turismo na cidade, que lugares indicaria?
A dica mais óbvia do mundo é ir a Puerto Madero, um exemplo para o Rio. O que foi feito naquela área portuária de Buenos Aires, a restauração que foi feita ali, transformando o lugar num espaço superagradável e um dos lugares mais charmosos da cidade, cheio de restaurantes, poderia ser feito na região portuária do Rio. Se fizessem isso no Rio, tenho certeza que a cidade já ia começar a mudar. Mas deve ser difícil, né? Porque eles (administradores públicos) não devem ser tão burros assim. É uma acção tão óbvia...

Com quase todas as actrizes com quem contracenou acabou tendo um romance. Porque acha que isso acontece? É a velha máxima de que trabalha muito e só consegue se relacionar com colegas?
Me perguntaram porque emendo uma novela na outra. E de América até Pé na Jaca eu fiquei mais de um ano sem fazer novela. Então, essa coisa que falam não tem nada a ver. Por isso que parece, também, que namorei todas as actrizes com quem trabalhei.

Das mulheres com quem contracenou, qual era a mais bonita, a mais Caxias, a mais talentosa e a mais divertida?
A mais bonita, óbvio que eu não vou dizer. E são tantas, farei injustiça se nomear uma de cada categoria. Posso dizer que, sem dúvida, a mais divertida foi a Penélope Cruz (em Sabor da Paixão, longa de 2000, fazem um casal em crise). É uma palhaça. Agora, a Flávia Alessandra e a Juliana Paes, com quem contraceno em Pé na Jaca, são também hilárias.


 


fonte: contigo

publicado por . às 10:45
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